Ribera apunta falta de apoyo de las capitales al impuesto a las energéticas que piden España y Alemania Cucho Hernández destaca …






Declarações de Teresa Ribera sobre o Imposto aos Lucros das Empresas Energéticas

Em Bruxelas, no dia 15 de abril, a vice-presidente da Comissão Europeia para a Transição Ecológica, Teresa Ribera, expressou a falta de apoio entre as capitais europeias para a implementação de um imposto sobre os lucros extraordinários das empresas energéticas em toda a UE. Essa proposta foi recentemente solicitada por países como Espanha, Alemanha, Itália, Áustria e Portugal, através de uma carta enviada a Bruxelas.

No contexto das suas declarações, Ribera reconheceu a existência de um debate aberto sobre esta iniciativa como parte das medidas de resposta à crise energética, que se agrava devido à situação no Oriente Médio. No entanto, ela advertiu sobre as dificuldades de implementá-la no atual cenário.

“É algo que precisamos considerar”, afirmou Ribera, ao lembrar que um instrumento desse tipo exigiria unanimidade entre os 27 Estados-membros, e que, no momento, “não parece haver esse apoio por parte dos governos”.

A vice-presidente explicou que a Comissão Europeia está analisando a situação com base na experiência adquirida durante a crise energética de 2022 e está avaliando se seria viável permitir que os países adotem medidas a nível nacional, respeitando o quadro comunitário e o espaço fiscal disponível.

A Comissão estuda essa possibilidade ao mesmo tempo em que desenha um pacote de resposta para a crise energética atual, que prevê a combinação de medidas estruturais com ações de emergência voltadas para os setores mais afetados.

“É um pacote equilibrado entre reforçar medidas estruturais e implementar ações extraordinárias”, sublinhou Ribera, que enfatizou a necessidade de se basear em instrumentos já existentes e evitar medidas que sejam difíceis de manter se a crise se prolongar.

Medidas para Reduzir a Dependência Energética

Nesse contexto, a vice-presidente indicou que uma parte significativa da resposta passará pela aceleração de medidas já previstas, como a eletrificação, a expansão das redes energéticas e a celebração de contratos de longo prazo.

Além disso, Ribera mencionou que Bruxelas está considerando possíveis ajustes no marco regulatório atual para oferecer maior flexibilidade, especialmente em áreas como as ajudas de estado ou os mecanismos relacionados ao mercado de CO₂, com o objetivo de apoiar os setores mais expostos aos aumentos de preços da energia.

A vice-presidente também destacou que a crise atual reforça a necessidade de avançar na eficiência energética e na redução do consumo, em linha com as recomendações de organismos internacionais. Ela defendeu que a contenção e a economia de energia continuam a ser ferramentas essenciais para enfrentar a alta dos preços.

A Comissão Europeia planeja apresentar um conjunto de propostas aos líderes europeus na próxima semana, durante uma cúpula informal em Chipre, onde será discutida uma resposta coordenada da UE frente ao impacto do conflito nos mercados energéticos.



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