Un tribunal de Lisboa ordena al líder del ultraderechista Chega retirar carteles contra la comunidad gitana Moeve transforma 500…

– Ricardo Rubio – Europa Press – Arquivo
MADRID, 22 de dezembro – Um tribunal de Lisboa ordenou nesta segunda-feira que o líder do partido ultradireitista Chega e candidato à presidência, André Ventura, retire uma série de cartazes de sua campanha eleitoral, que foram expostos na capital e em outras partes do país, dirigidos contra a comunidade cigana.
A juíza Ana Barão, do Tribunal Civil de Lisboa, determinou que Ventura tem um prazo de 24 horas para retirar os cartazes e que deve se abster de promover, direta ou indiretamente, a colocação de cartazes “de conteúdo idêntico ou equivalente”.
Além disso, foi decidido que ele deverá pagar uma multa de 5.000 euros por cada dia e por cada cartaz que permanecer no local após o prazo determinado, incluindo aqueles que forem colocados posteriormente, conforme relatado pela rádio portuguesa RTP.
A ação judicial foi movida por seis pessoas de etnia cigana que pediram à corte que obrigasse Ventura a retirar os cartazes, que estavam em locais como Lisboa, Moita, Montijo e Palmela, contendo frases como “Isto não é Bangladesh” ou “Os ciganos devem obedecer à lei”.
Durante o julgamento, Ventura defendeu que os cartazes não tinham a intenção de menosprezar a comunidade cigana, mas sim provocar um debate político na sociedade sobre a “falta de integração” dessa comunidade e seu “padrão” de desrespeito às leis do país.
O líder do Chega! ressaltou que a retirada desses cartazes estabelecerá um “precedente muito grave” e abrirá caminho “para o fim da política em Portugal”, conforme comunicado divulgado pelo partido em seu site oficial.
O lema dos cartazes, considerados legais pela Comissão Eleitoral, é derivado de um vídeo viral anônimo gerado com Inteligência Artificial, divulgado em setembro nas redes sociais, no qual Ventura aparece dançando e cantando “Isto não é Bangladesh”.
Várias ONGs, como SOS Racismo Portugal, denunciou que o vídeo e a respectiva mensagem foram compartilhados entre crianças e jovens em escolas e institutos, provocando ondas de discriminação contra alunos da comunidade cigana.



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