Un tribunal de Lisboa ordena al líder del ultraderechista Chega retirar carteles contra la comunidad gitana Moeve transforma 500…

Un tribunal de Lisboa ordena al líder del ultraderechista Chega retirar carteles contra la comunidad gitana Moeve transforma 500...






Chega! e a Ordem do Tribunal

André Ventura durante a cumbre 'Patriots'.

Arquivo – O presidente do Chega!, André Ventura, intervém durante a cumbre ‘Patriots’, no Hotel Marriott Auditorium, a 8 de fevereiro de 2025, em Madrid (Espanha)

– Ricardo Rubio – Europa Press – Arquivo

MADRID, 22 de dezembro – Um tribunal de Lisboa ordenou nesta segunda-feira que o líder do partido ultradireitista Chega e candidato à presidência, André Ventura, retire uma série de cartazes de sua campanha eleitoral, que foram expostos na capital e em outras partes do país, dirigidos contra a comunidade cigana.

A juíza Ana Barão, do Tribunal Civil de Lisboa, determinou que Ventura tem um prazo de 24 horas para retirar os cartazes e que deve se abster de promover, direta ou indiretamente, a colocação de cartazes “de conteúdo idêntico ou equivalente”.

Além disso, foi decidido que ele deverá pagar uma multa de 5.000 euros por cada dia e por cada cartaz que permanecer no local após o prazo determinado, incluindo aqueles que forem colocados posteriormente, conforme relatado pela rádio portuguesa RTP.

A ação judicial foi movida por seis pessoas de etnia cigana que pediram à corte que obrigasse Ventura a retirar os cartazes, que estavam em locais como Lisboa, Moita, Montijo e Palmela, contendo frases como “Isto não é Bangladesh” ou “Os ciganos devem obedecer à lei”.

Durante o julgamento, Ventura defendeu que os cartazes não tinham a intenção de menosprezar a comunidade cigana, mas sim provocar um debate político na sociedade sobre a “falta de integração” dessa comunidade e seu “padrão” de desrespeito às leis do país.

O líder do Chega! ressaltou que a retirada desses cartazes estabelecerá um “precedente muito grave” e abrirá caminho “para o fim da política em Portugal”, conforme comunicado divulgado pelo partido em seu site oficial.

O lema dos cartazes, considerados legais pela Comissão Eleitoral, é derivado de um vídeo viral anônimo gerado com Inteligência Artificial, divulgado em setembro nas redes sociais, no qual Ventura aparece dançando e cantando “Isto não é Bangladesh”.

Várias ONGs, como SOS Racismo Portugal, denunciou que o vídeo e a respectiva mensagem foram compartilhados entre crianças e jovens em escolas e institutos, provocando ondas de discriminação contra alunos da comunidade cigana.



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