El 30% de los españoles reconoce haber sufrido problemas con su entidad financiera, según la OCU Bruselas autoriza un anticipo d…

A Organização de Consumidores e Usuários (OCU) apelou ao Governo para que aprove “o mais rápido possível” a Autoridade Administrativa Independente de Defesa do Cliente Financeiro. Esta demanda surge após um recente estudo europeu que revela que 31,7% dos clientes espanhóis relatam ter enfrentado pelo menos uma incidência com seus bancos nos últimos doze meses.
Com esse percentual, a Espanha se torna o país com o maior número de usuários que afirmam ter tido problemas com suas entidades financeiras, à frente de Portugal (27,3%), Itália (23,2%) e Bélgica (21,9%).
Entre os problemas mais comuns, o estudo destaca que a maior dificuldade enfrentada pelos clientes espanhóis é a dificuldade em entrar em contato com alguém que possa atender adequadamente uma consulta ou reclamação. Assim, 17,9% dos entrevistados relatam ter encontrado problemas para obter atendimento personalizado por parte de suas instituições financeiras.
Além disso, os consumidores também denunciam problemas relacionados aos custos e comissões. Nesse sentido, 8,6% dos entrevistados reportam ter sofrido cobranças incorretas nos últimos doze meses, um percentual que dobra ou até triplica o dos outros países.
Por outro lado, 7,2% dos clientes afirmaram no estudo que seus bancos insistiram na venda de produtos que não queriam ou não precisavam. Essa prática comercial, de acordo com os especialistas da OCU, pode resultar em contratações “pouco adequadas ao perfil ou às necessidades reais do consumidor”, comprometendo a transparência e a confiança entre clientes e instituições financeiras.
As contas correntes estão no centro de uma parte significativa das incidências detectadas. Um total de 12,5% dos usuários espanhóis reconhece ter suportado custos superiores aos esperados com relação à sua conta, a maior porcentagem entre os países incluídos na pesquisa. Além disso, 6,7% mencionam outros problemas relevantes, e 4,5% afirmam ter enfrentado dificuldades para retirar dinheiro.
“A Espanha lidera – em comparação com os outros três países – tanto em problemas relacionados a custos incorretamente cobrados quanto nas queixas sobre pressão comercial para contratar produtos financeiros. Infelizmente, muitas reclamações ainda dependem da boa vontade das próprias entidades para corrigir erros ou compensar os clientes, mesmo quando existem determinações favoráveis de órgãos supervisores como o Banco da Espanha, a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) ou a Direção Geral de Seguros e Fundos de Pensões”, criticaram os especialistas da OCU.
Nesse contexto, a OCU instou o Governo a acelerar a aprovação da Autoridade Administrativa Independente de Defesa do Cliente Financeiro, uma reforma pendente há anos que prevê resoluções vinculativas para as instituições em reclamações de até 20.000 euros. Na última sexta-feira, o ministro da Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, comprometeu-se a retomar a tramitação no próximo mês de setembro.
Conforme a organização, essa medida permitiria “melhorar a transparência, garantir maior segurança jurídica e oferecer aos consumidores um caminho mais rápido, acessível e eficaz para defender seus direitos sem necessidade de recorrer aos tribunais”.

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