Portugal se afianza como uno de los mercados hoteleros más atractivos de Europa impulsado por el Mundial 2030 Airbus Atlantic el…
O setor hoteleiro de Portugal se encaminha para consolidar seu apelo à
investimento internacional, apoiado em um crescimento da demanda turística
de 17% em relação aos níveis pré-pandemia e no impulso derivado dos
planos de infraestrutura do programa Portugal 2030 e na preparação para
a Copa do Mundo da FIFA 2030, segundo o último relatório de mercado
elaborado pela consultoria imobiliária Christie & Co.
O estudo analisa o desempenho do setor durante o exercício de 2025,
período em que a taxa média de ocupação hoteleira no país lusitano
atingiu 66,2%, superando os registros de 2019, enquanto a receita por
quarto disponível (RevPAR) registrou um máximo histórico de 82,4 euros,
o que representou um aumento de 41,7% em comparação com os números
anteriores à crise sanitária.
O mercado emissor internacional continuou a exercer como o principal
motor da atividade ao concentrar cerca de 70% das pernoites totais.
Entre os mercados de origem, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos,
Espanha e França lideraram a afluência turística, destacando-se a
evolução do mercado norte-americano, que ultrapassou a Espanha em
volume de viajantes e receitas, contribuindo de forma significativa
para a desestacionalização do destino.
Vantagens em Custos e Diversificação Geográfica
No aspecto operacional, o relatório destaca que desenvolver um ativo
hoteleiro em Portugal resulta, em média, 30% mais econômico em custos
de desenvolvimento do que em outros mercados comparáveis do sul da
Europa.
A essa vantagem competitiva somam-se custos operacionais de energia
e mão de obra reduzidos, o que otimiza os índices de viabilidade dos
novos projetos de investimento.
Em termos geográficos, embora Lisboa, Porto e a região do Algarve
continuem concentrando a maior parte da atividade, a consultoria
detecta uma redistribuição progressiva da demanda para mercados
emergentes como Alentejo, a península de Setúbal, a região Centro de
Portugal e o arquipélago da Madeira.
O diretor-geral da Christie & Co para Espanha e Portugal, Nicolas
Cousin, destacou que a combinação de uma “demanda recorde, importantes
investimentos em infraestruturas, uma conectividade cada vez maior e
custos de desenvolvimento competitivos” está gerando oportunidades de
investimento e desenvolvimento hoteleiro em todo o território
português.

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