Portugal rechaza el regreso de Maduro y pide una transición democrática e inclusiva en Venezuela Portugal señala como consecuenc…

Portugal rechaza el regreso de Maduro y pide una transición democrática e inclusiva en Venezuela
Portugal señala como consecuenc...






Posição de Portugal sobre a Venezuela

Ministro de Exteriores de Portugal, Paulo Rangel

Arquivo: O ministro de Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, em uma reunião europeia em Chipre. – Europa Press/Contacto/Kostas Pikoulas – Arquivo

O ministro de Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, rejeitou nesta quarta-feira, 29 de abril, a possibilidade de um retorno ao ‘status quo’ na Venezuela, enfatizando que a intervenção militar americana ocorrida em janeiro abriu a porta para uma transição democrática e inclusiva no país.

“Não importa o que pensamos sobre a intervenção do dia 3 de janeiro, a verdade é que a reposição da legalidade internacional não poderia passar pelo retorno do anterior presidente às funções que exercia”, afirmou Rangel em uma intervenção no Fórum La Toja, realizado em Lisboa, ao comentar sobre a possível volta de Nicolás Maduro.

Rangel ressaltou ainda que retornar ao ‘status quo’ anterior não pode ser considerado como “o caminho crível para validar o direito internacional”. “Temos, então, um consenso de que a situação atual abre a oportunidade de avançar em um processo de transição democrática, uma transição constitucional que culmine com a palavra soberana do povo venezuelano”, expôs.

O chefe da diplomacia portuguesa insistiu que a posição de Lisboa implica que sejam dados passos no processo de transição que “necessariamente deve incluir a libertação de todos os presos políticos”, além de que condições sejam criadas na Venezuela para que a oposição possa participar de um processo democrático “dentro de um prazo razoável, com a organização de eleições livres e justas” que tenham a capacidade de “promover a reconciliação nacional”.

Nesse contexto, ele defendeu que o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, tenha se encontrado com a líder opositora Maria Corina Machado, e que tenham ocorrido visitas recentes a Caracas por delegações diplomáticas portuguesas. “Portugal continuará seu diálogo com as autoridades venezuelanas e os líderes políticos e cívicos, visando ao sucesso de um processo de transição democrática que possa ser inclusivo e que leve à reconciliação nacional”, resumiu.



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