JP Morgan AM afirma que el mercado "ha sido demasiado agresivo" en Europa descontando subidas de tipos COMUNICADO: Gran expectac…
Em meio a um cenário desafiador devido à crise do crédito privado, a diretora de estratégia para a Espanha e Portugal da JP Morgan Asset Management (AM), Lucía Gutiérrez-Mellado, assegurou que a crise está concentrada em um número muito limitado de empresas, descartando uma propagação mais ampla. Durante um recente encontro com a mídia, Gutiérrez-Mellado ressaltou que o mercado sofreu uma reação excessiva ao descontar altas nas taxas de juros devido ao conflito no Irã. Afirmou também que a firma projeta um aumento das taxas de juros na Europa, caso se alcance a paz no curto prazo, em contraste com as quatro altas já antecipadas pelo mercado.
Expectativas para os EUA
No que se refere ao mercado americano, a JP Morgan esperava uma possível redução das taxas no início do ano, mas agora acredita que, se ocorrerem, será mais adiante. A diretora destacou que os bancos centrais estão cautelosos para evitar os erros de 2022, analisando medidas como as expectativas de inflação a longo prazo e a implementação de políticas fiscais para ajudar as famílias frente ao aumento dos preços do petróleo.
Implicações da Guerra
A respeito da atual situação geopolítica, Gutiérrez-Mellado afirmou que a expectativa é de um preço do petróleo superior ao registrado no início do ano, principalmente devido ao bloqueio no estreito de Ormuz. Do mesmo modo, o preço do gás, que afeta mais a Europa do que os EUA, também registrou aumento devido ao conflito, embora não tenha sido tão significativo quanto o observado durante a guerra na Ucrânia em 2022.
Um dos principais impactos das hostilidades no Oriente Médio será no consumo. A diretora comentou que, embora as pessoas continuem gastando em gasolina, deixarão de consumir outros bens, o que seria preocupante aos olhos da JP Morgan. A empresa delineou três cenários para o conflito no Irã: um cenário base com 50% de probabilidade de desescalada gradual, um segundo cenário otimista, já descartado, e um cenário pessimista com a possibilidade de prolongamento do conflito até o verão, prevendo um crescimento negativo na Europa de -0,8% e positivo de 1,5% nos EUA.
Independentemente do cenário considerado, Gutiérrez-Mellado enfatiza que o petróleo permanecerá em patamares altos e que não voltará ao que foi observado no início do ano.
Expectativas dos Mercados
Durante o primeiro trimestre de 2026, a JP Morgan AM iniciou o ano com incertezas sobre o futuro das empresas de software e inteligência artificial, que foram severamente afetadas. A firma focou, então, nas quedas dos mercados de renda variável e fixa como resultado do conflito no Irã.
O petróleo alcançou sua quarta alta mensal mais significativa nos últimos anos, enquanto ativos que inicialmente se mostraram robustos, como o ouro, tiveram uma inversão de tendência nas semanas críticas da guerra. Em relação às carteiras de investimento, a JP Morgan AM recomenda que os investidores mantenham a calma e suas posições para garantir rendimentos a médio e longo prazo.
A empresa continua ligeiramente sobreponderada em ações, à espera dos próximos resultados corporativos, mantendo uma posição neutra em crédito. A qualidade continua sendo uma prioridade, especialmente em um ambiente de avaliações menos atrativas. A diretora também destacou a necessidade de seletividade em relação às empresas de inteligência artificial, pois as vencedoras de um ano atrás podem não se manter na liderança no final deste exercício.
Por fim, Gutiérrez-Mellado ressaltou que a parte de gestão ativa dentro dos ETFs está crescendo, embora na Espanha essa parcela seja geralmente mais baixa comparada a outras regiões.

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