El Parlamento portugués aprueba varios proyectos de ley para recortar los derechos de las personas trans Nextil consolida su pre…

El Parlamento portugués aprueba varios proyectos de ley para recortar los derechos de las personas trans
Nextil consolida su pre...






Alterações na Lei de Identidade de Género em Portugal

MADRID, 20 de março – A Assembleia de Portugal aprovou nesta sexta-feira vários projetos legislativos para emendar a lei de identidade de gênero de 2018, reintroduzindo o requisito de contar com um relatório médico para que as pessoas trans maiores de 16 anos possam mudar seu nome e gênero no registro civil.

O Parlamento deu ‘luz verde’ aos projetos de lei apresentados pelo ultradireitista Chega, o conservador Partido Social Democrata (PSD) e o democrata-cristão CDS para modificar a lei que “consagra o direito à livre determinação da identidade de gênero e a expressão de gênero e a proteção das características sexuais de cada pessoa”.

Até agora, a mudança de nome no registro era possível para pessoas maiores de 16 anos, desde que contassem com a autorização de seus pais e um relatório de um profissional de saúde que atestasse sua “capacidade de decisão e vontade informada”, sem referências a diagnósticos de identidade de gênero.

O projeto de lei do PSD contempla a revogação da legislação de 2018 que consagrava os direitos das pessoas trans, voltando às leis de 2011 e reintroduzindo assim a necessidade de contar com um relatório — elaborado por pelo menos um psicólogo e um médico — para as mudanças de nome e gênero no registro civil, embora a transexualidade não seja considerada uma doença.

Por sua vez, a proposta do partido Chega proíbe os tratamentos médicos para a disforia de gênero em jovens menores de 18 anos, invocando a “proteção da infância e da juventude”, segundo informou a agência de notícias Lusa.

O partido CDS propôs, por sua vez, proibir o uso de bloqueadores da puberdade e terapias hormonais em menores de idade com disforia de gênero, argumentando que tais decisões deveriam ser postergadas até que alcancem a maioridade.

Os projetos — com a maioria dos restantes partidos, em sua maioria de esquerda, votando contra — agora passarão para a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde serão debatidos em detalhes antes da votação final.

A presidente da ILGA Portugal, Dani Bento, afirmou em declarações à Lusa que a decisão representa “um retrocesso muito grave” nos direitos das pessoas transgênero e intersexuais, alegando que é a primeira vez em democracia que se produz uma regressão em direitos já conquistados.



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