El Gobierno portugués aprueba 2.500 millones en ayudas para afectados por la tormenta 'Kristin' Portugal reconoce que los estrag…

Temporal em Oporto, Portugal – Europa Press/Contacto/Diogo Baptista
MADRID, 1 de fevereiro – O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou que o Governo destinará 2.500 milhões de euros para mitigar os danos causados pela tempestade ‘Kristin’.
Até 400 milhões serão destinados a infraestruturas dentro dos Orçamentos Gerais do Estado, especificamente para intervenções urgentes de recuperação de infraestrutura ferroviária e estradas, conforme explicado por Montenegro em coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros.
Outros 200 milhões estão designados para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), que são responsáveis pela recuperação de equipamentos públicos e infraestruturas nas instituições locais, como escolas. O pacote inclui ainda 20 milhões para a recuperação urgente do patrimônio cultural.
A população poderá solicitar até 10.000 euros em ajudas para a reconstrução de habitações, danos na agricultura e em florestas, haverá aceleração na análise de seguros e uma moratória fiscal até 31 de março.
O Governo também decidiu prorrogar até 8 de fevereiro a declaração de situação de calamidade, mantendo em vigor todas as áreas de coordenação operacional e medidas para agilizar os procedimentos diante de situações de adversidade climática, conforme esclareceu Montenegro.
Ele instou a população a “continuar respeitando as indicações das autoridades competentes, em particular as da Proteção Civil”.
Quanto à evolução da situação, o Primeiro-Ministro alertou que são esperadas novas precipitações, o que pode resultar em novas inundações.
A tempestade fez com que cerca de 167.000 clientes ficassem sem fornecimento às 12:00 horas de domingo, dos quais quase 50.000 são do município de Leiria. Desde quarta-feira, a tempestade causou oito mortes, segundo o balanço oficial, nas regiões de Leiria, Coimbra e Lisboa.
Reação da Oposição
O candidato presidencial António José Seguro apoiou as medidas anunciadas pelo Governo, porque “vão na direção correta” e defendeu que “o importante agora é que cheguem o mais rapidamente possível às pessoas, empresas e famílias em dificuldades”.
Seguro advertiu sobre o risco de que a burocracia seja excessiva, dificultando que as pessoas afetadas possam “reconstruir suas vidas e seu patrimônio e voltar à normalidade”. Além disso, sugeriu que se ativasse o Fundo de Solidariedade Europeu, o que “poderia ajudar”.
Do Partido Socialista, que apoia Seguro no segundo turno das presidenciais, previsto para 8 de fevereiro, advertiram, no entanto, que algumas das medidas anunciadas são “repetitivas”. “Existem medidas positivas, mas insuficientes”, indicou o presidente do PS, Carlos César, que antecipou que sua formação fará uma proposta própria na próxima terça-feira.
O rival de Seguro, o líder do partido de extrema direita Chega, André Ventura, criticou o plano do Governo como sendo “uma vergonha” e um “completo fracasso”, argumentando que o Governo “não faz mais do que endividar ainda mais as pessoas” que não conseguem obter empréstimos. “As pessoas precisam de apoio agora, não de inspeções”, argumentou.



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